O arroz tá caro? Entenda porque os alimentos estão tão caros!

07/12/2021
7 min de leitura
Equipe Dindim
07/12/2021
7 min de leitura

Conheça os principais motivos que levaram ao aumento de preço de itens básicos da alimentação dos brasileiros e como economizar no seu dia a dia!

Cada ida ao mercado é um susto, não é mesmo?

Com os preços dos alimentos cada dia maiores, as famílias tiveram que buscar alternativas de misturas baratas para se alimentarem bem e para manter a geladeira e os armários abastecidos sem gastar além da conta!

Mas por que será que os alimentos andam tão caros?

Nós vamos explicar o que influencia neste aumento e como você pode conseguir economizar!

O que influencia o aumento no preço dos alimentos?

Existem alguns motivos que fazem com que o preço dos alimentos aumentem.

Os principais deles são:

Inflação

Você já deve ter ouvido nos jornais ou em rodas de conversa a palavra: inflação

Ela é um índice econômico e significa o aumento dos preços de produtos e serviços. Com o aumento da inflação aumenta o preço dos itens que compramos.

Como a velocidade do aumento dos produtos não acompanha o aumento dos salários das pessoas, o poder de compra diminui.

Ou seja, aqueles R$200,00 que você usava pra ir ao mercado rende menos em relação ao período em que a inflação estava menor. 

Mas você deve estar se perguntando: por que a inflação sobe?

Existem alguns motivos, um dos principais deles é: 

  • Aumento dos custos de produção: dívidas, impostos, aumento de gastos com matéria-prima são alguns dos motivos que fazem com que as empresas repassem o aumento de produção para os consumidores. 

Os gastos com matérias-primas são destaque já que variam muito motivados por questões climáticas, escassez, controle de fornecedores, alta do dólar e até mesmo razões políticas. 

Produtos que servem para fabricação de terceiros, como o petróleo e o milho, que é cotado em dólar, são chamados de commodities e o aumento do preço destes produtos faz com que todos os outros subam. 

Além disso, os produtores privilegiam o lucro de commodities gerados pelas vendas para outros países, chamada exportação, do que de vender para o próprio país. 

E esta questão tem a ver com o nosso segundo item dos motivos que influenciam o aumento dos preços dos alimentos. 

Valor da moeda

O valor do real está desvalorizado em relação ao dólar – principal moeda para as transações e para as movimentações da economia mundial. 

No dia 26/11/21, por exemplo, 1 dólar (comercial – usado para as taxas do mercado) equivale a R$ 5,593. 

Esta desvalorização da nossa moeda ocorre devido a crise econômica e política do Brasil e também pela pandemia que trouxe instabilidade para todas as áreas das nossas vidas. 

Esse cenário fez com que o país fosse visto pelos investidores estrangeiros como instável e sem políticas para equilibrar os gastos e a arrecadação do governo. 

Ou seja, o país vende e lucra com as matérias-primas exportadas, vendidas em dólar, porém quando compra os produtos originados por elas, paga a mais por estar comprando em dólar um produto mais caro. 

Outro fator que influencia no aumento do preço dos alimentos é a demanda. Veja a seguir: 

Lei da oferta e da procura

A demanda, também chamada de procura, pelos produtos está diretamente relacionada com a oferta. 

Quanto maior a procura por um produto ou serviço maior será o preço para comprá-lo. Já quando há pouca procura, o preço diminui.

Ou seja, quando as pessoas têm renda e estão consumindo de maneira ativa os produtos crescem de valor. 

Como os alimentos são parte dos itens essenciais para a sobrevivência, o valor costuma estar alto.

Porém, com a pandemia, e com a perda de auxílios governamentais, os alimentos tendem a diminuir de valor devido a queda nas compras pela população que perdeu sua fonte de renda. 

Para termos uma ideia da situação, existe um Projeto de Lei, ainda em processo no Senado,  para vetar o aumento dos preços dos alimentos da cesta básica acima da inflação durante a pandemia. 

Isso irá dar um respiro no orçamento familiar para muitas pessoas. 

Os motivos que levam ao aumento dos preços dos alimentos fogem, na maior parte das vezes, do poder dos consumidores.

Porém, com algumas dicas, é possível economizar mesmo nesse cenário.

Vamos conferir?

Dicas para economizar no dia a dia

Economizar é algo que começa com o entendimento da situação em que se encontra. 

Como está a sua saúde financeira?

Saber quanto está entrando de renda e quanto você precisa todo mês é fundamental para conseguir economizar. 

Se você está no vermelho, negocie suas dívidas para que consiga olhar com mais tranquilidade sua real situação e tomar iniciativas. 

Para economizar em casa, cuide do seu consumo de água e energia, para que seus custos fixos sejam diminuídos. 

Já em relação às despesas relacionados ao mercado aqui vão algumas dicas especiais: 

1 – Faça uma lista

Com o aumento dos preços é essencial acompanhar de perto os produtos que precisam ou não serem comprados.

Compras por impulso devem ser reduzidas para que os gastos não sejam além daqueles que você pode pagar. 

Monte a lista uma lista de compras de supermercado barata com os itens indispensáveis e, caso veja que tem alguma sobrinha, coloque as guloseimas e demais produtos secundários. 

2 – Compras semanais

Complementando a dica da lista, outra ideia são as compras semanais.

Sabendo exatamente o que precisa você apenas repõem os produtos que acabaram. Não fazendo estoque de produtos em momentos de crise.

3 – Sem pressa e sem crianças

Ao ir ao mercado com pressa você pode deixar de prestar atenção em produtos similares que possam estar com preços mais em conta ou até que durem mais. 

É comum preços diferentes de acordo com a marca, então, nessa hora tenha calma e compare.

Nesse sentido a presença das crianças deve ser evitada, pois elas necessitam de maior atenção, o que tira o foco da compra. 

Além disso, elas podem olhar os produtos e ficarem com vontade, principalmente os doces e salgadinhos. 

4 – Procure mercados em promoção

É comum os mercados terem dias especiais de promoção de itens como frutas, verduras ou carnes. 

Tenha organizado o dia certo de ofertas de cada mercado da sua região para conseguir aproveitar os melhores preços. 

Também fique de olho em promoções ocasionais que acontecem em determinadas épocas do ano, como a Black Friday

5 – Diversifique os locais de compra 

Além dos mercados, procure ir em quitandas e açougues. Por serem comércios menores eles podem conseguir negociar com mais liberdade os preços. 

Viu só, quanta dica bacana?

Em momentos de crise financeira e alta da inflação é essencial colocarmos nossos gastos na ponta do lápis e criar hábitos de consumo que nos ajudem a economizar e a ter uma vida equilibrada. 

Gostou do nosso artigo? Conta pra gente nos comentários!

Ícone de categoria
Ícone de categoria

Gostou? Comenta aqui