Renda Fixa: o que é, como funciona e dicas para investir 

01/08/2022
11 min de leitura
Equipe Dindim
01/08/2022
11 min de leitura

Confira os principais tipos de investimento e como eles funcionam, como escolher o ideal para seu perfil, como investir em renda fixa e muito mais.

Repletas de modalidades de rendimento, as rendas fixas podem ser públicas ou privadas e oferecem vantagens diferentes para cada objetivo do investidor.

Quer entender mais? Continue lendo este guia que preparamos para você.

O que é renda fixa

Renda fixa é um tipo de investimento em que o rendimento é previsível. Em outras palavras, no momento da aplicação você já sabe, ou pelo menos tem alguma ideia, de quanto vai ganhar lá na frente.

Por exemplo: investir no Tesouro Direto em modalidade pré-fixada é investir em renda fixa, porque você pode escolher o tipo de rendimento e saber quanto vai receber no futuro.

Como funciona a Renda Fixa

A renda fixa funciona como uma espécie de empréstimo que é devolvido com juros ao investidor. Mais precisamente, acontece assim:

  1.  Ao fazer um investimento de renda fixa, você está literalmente emprestando seu dinheiro a uma instituição pública ou privada;
  2. Por isso, ao realizar o investimento, há um prazo combinado para que você possa resgatar o seu dinheiro. Trata-se do vencimento;
  3. Em troca, a instituição paga juros para você – esses juros são os rendimentos combinados no momento da aplicação;
  4. Ou seja: você escolhe um tipo de rendimento e quando deseja pegar seu dinheiro de volta. Na data combinada, resgata o que investiu acrescido dos juros;
  5. Por conta dessa segurança, a renda fixa é um investimento aconselhável para quem deseja construir um patrimônio certo e com menos volatilidade do mercado;
  6. E uma particularidade interessante sobre a renda fixa é que esse empréstimo costuma ser utilizado pelas instituições para financiamentos de empresas e do agronegócio. Enquanto seu dinheiro está rendendo, é possível ajudar a economia;
  7. Por fim, existem diferentes tipos de investimento em renda fixa. Neste artigo, apontaremos os principais.

Qual a diferença entre Renda Fixa e Renda Variável

A diferença entre renda fixa e renda variável é a previsibilidade dos rendimentos. 

Enquanto na renda fixa é possível saber quanto o dinheiro vai render até a data do vencimento, na renda variável o rendimento é incerto e pode variar para mais ou para menos do que o estimado.

Isso acontece porque a renda variável depende de diversos fatores que se alteram no mercado, como cenários políticos e sociais.

Ações na bolsa são exemplos de renda variável e costumam oscilar bastante.

Mas de um modo geral, apesar da pouca previsibilidade, a renda variável tem uma vantagem que chama a atenção dos investidores: se for bem administrada, costuma render mais que as opções pré-fixadas.

Por isso, a renda variável costuma ser indicada para quem já tem renda fixa e experiência no mercado de investimentos.

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Modalidades dos títulos de Renda Fixa

Os títulos de renda fixa podem ser públicos ou privados, nas modalidades pré-fixada, pós-fixada ou híbrida.

São públicos quando emitidos pelo governo federal, estadual ou municipal. É o caso do Tesouro Direto, por exemplo.

São privados quando emitidos por instituições privadas, como empresas e bancos – como é o CDB.

E independente de serem públicos ou privados, seguem as modalidades que citamos no início. Veja:

Títulos públicos ou privados pré-fixados

Como o nome sugere, nesta modalidade de renda fixa o rendimento é predeterminado já no momento da aplicação. Dessa forma, sabe-se ao certo quanto o valor investido vai pagar de juros para o investidor.

Títulos públicos ou privados pós-fixados

Aqui, o rendimento é conhecido apenas no momento do resgate – ou seja, é pós-fixado. 

E nesse ponto, você pode estar se perguntando como uma renda fixa, que teoricamente apresenta a previsibilidade do rendimento, pode ter um título pós-fixado, certo?

Ocorre que apesar de ser desconhecido o valor exato do rendimento, no caso dos títulos pós-fixados o rendimento está atrelado a um fator econômico e mantém-se positivo.

Assim, mesmo que não se saiba exatamente o montante que o investimento renderá, sabe-se que não será um valor negativo. Em outras palavras, o investidor não recebe menos do que aplicou.

Títulos públicos ou privados híbridos

Nessa modalidade de renda fixa, uma parte do rendimento é fixado e previsível e a outra parte pode variar. Geralmente, há uma porcentagem de rendimento predeterminada somada ao índice de inflação, que varia.

Essa modalidade é interessante para títulos que ficarão investidos por mais tempo porque costuma manter o poder de compra do valor que foi aplicado.

Quais os principais investimentos de Renda Fixa

Os principais investimentos de renda fixa são o Tesouro Direto, CDB e Poupança – tipos bastante conhecidos. Veja abaixo os mais populares e entenda um pouco sobre cada um.

  • Poupança
  • Tesouro Direto
  • CDB
  • LCI e LCA
  • Debêntures

Poupança

A poupança é um investimento de renda fixa bastante conhecido e, atualmente, o que menos rende.

Trata-se da famosa caderneta ou conta poupança, que praticamente todos os bancos oferecem quase que integradas às contas correntes.

Hoje, a poupança rende 0,5% ao mês + Taxa Referencial. Traduzindo, rende pouco. 

Sua liquidez é diária, ou seja, é possível resgatar o dinheiro a qualquer momento. Também não há um limite de depósito – na conta poupança você pode aplicar qualquer quantia.

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um dos investimentos mais seguros que existem porque é como se fosse um empréstimo feito para o governo federal. Quem devolve o dinheiro acrescido dos juros é o Tesouro Nacional.

De um modo geral, o rendimento é vantajoso e há modalidades pré-fixadas, pós-fixadas e híbridas para escolher.

É possível começar a investir no Tesouro com pouco mais de R$30 e a liquidez é determinada no momento da aplicação – ou seja, para resgatar o valor total investido mais o rendimento é necessário esperar o vencimento que você escolheu.

Felizmente, existem inúmeras alternativas de prazo. É comum deixar o dinheiro rendendo por, pelo menos, um ano.

CDB

CDB significa Certificado de Depósito Bancário e é um investimento parecido com o Tesouro Direto, mas ao invés de ser um empréstimo feito para o governo, é feito para um banco.

Também se trata de uma opção segura porque está coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito.

As modalidades de renda fixa no CDB são pré-fixadas, pós-fixadas ou híbridas. Mas por serem títulos privados, as regras de rendimento e o tempo mínimo para resgate variam de um banco para outro.

Por isso, é bem interessante conferir as vantagens oferecidas por cada instituição antes de investir.

LCI e LCA

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) são investimentos parecidos com o CDB, só que o dinheiro aplicado nessas Letras só pode ser utilizado pelo banco para financiar projetos ligados aos respectivos setores.

Complicou? Descomplicamos.

No início deste artigo explicamos que os investimentos de renda fixa são utilizados pelas instituições para financiar empréstimos feitos a setores importantes da economia. 

Ou seja: é como se o investidor emprestasse dinheiro ao banco ou ao governo, que por sua vez, empresta para empresas que contribuem com o crescimento econômico do país. 

E depois o investidor resgata esse valor somado de juros, que são os rendimentos.

Pois bem: nas LCI e LCA, o valor investido só pode ser utilizado pelo banco para financiamentos ligados aos setores imobiliário e agro.

Simples, não!?

Esse tipo de investimento tem uma vantagem interessante: não há tributação em cima do que rendeu, diferente do que acontece no Tesouro ou no CDB. Então, é uma forma de otimizar os ganhos.

Debêntures

Por fim, mais um dos principais tipos de investimento de renda fixa são as debêntures, que são emitidas por empresas privadas de capital aberto.

Isso significa que o dinheiro é emprestado para grandes empresas que captam recursos externos para investir no próprio negócio. 

Uma das principais vantagens das debêntures é que os juros costumam ser mais altos do que aqueles dos investimentos que citamos anteriormente. Ou seja, rende mais.

Por outro lado, pode ser um tipo menos seguro – isso, porque não é garantido pelo Tesouro Nacional e nem pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Mas mesmo assim é um investimento atrativo, porque se for uma debênture incentivada não há tributação.

📌 A dica nesse cenário é que o investidor tenha experiência para escolher opções confiáveis.

Quais as vantagens de investir em Renda Fixa

As principais vantagens de investir em renda fixa são:

  • Previsibilidade: é possível saber quanto vai ser resgatado ou ter uma noção bem próxima da realidade;
  • Baixo risco: por conta das taxas pré-fixadas ou atreladas a indicadores, o resultado não é negativo;
  • Liquidez agilizada: a maioria dos títulos de renda fixa permite uma liquidez imediata, ou seja, no prazo do vencimento basta realizar o resgate. Ainda, no caso da poupança, não costuma haver vencimento, sendo liquidez diária.

Quais as desvantagens de investir em Renda Fixa

As principais desvantagens de investir em renda fixa são a rentabilidade menor para investimentos a curto prazo e, em alguns casos, a necessidade de começar o investimento com valores muito altos – como ocorre com diversas ofertas de CDB.

Qual o melhor investimento de Renda Fixa

O melhor investimento de renda fixa é aquele que está mais próximo do seu objetivo. Separamos alguns exemplos aqui.

Investimento a longo prazo e seguro

Se você quer fazer um investimento a longo prazo sem correr riscos, escolher o Tesouro Direto na modalidade híbrida atrelada ao IPCA pode ser uma boa ideia.

Isso porque além do rendimento pré-fixado, há o rendimento de acordo com a inflação. Assim, o poder de compra do seu dinheiro fica protegido.

Curto prazo com rendimento alto, arrojado

Se o seu perfil de investimento é mais arrojado (ou seja, não é iniciante e nem conservador) e a ideia é investir por pouco tempo mas colher um rendimento legal, talvez as debêntures incentivadas sejam a melhor pedida.

Como são emitidas por empresas privadas e não têm garantias como o Tesouro Nacional e o FGC, costumam pagar juros consideravelmente mais altos.

E por fazerem parte de segmentos incentivados – como empresas de infraestrutura que prestam serviço para o país – não há imposto.

Claro, é necessário entender de investimento e conhecer bem a empresa emissora para garantir o retorno.

Reserva de emergência

Para fazer uma reserva de emergência em que a ideia não é necessariamente ter muito rendimento, mas, deixar o dinheiro separado da conta corrente e endereçado para algum imprevisto, a poupança pode ser a solução.

Isso porque não tem burocracias para depositar ou resgatar os valores.

O Canal do “O Primo Rico” fez um vídeo bem legal com dicas sobre o que você precisa saber antes de investir em renda fixa. Vale a pena assistir para complementar sua leitura.

Como investir em Renda Fixa

Para investir em renda fixa, o ponto de partida é refletir sobre seu objetivo e então escolher o investimento que o atende.

Depois, é necessário selecionar a instituição em que você deseja investir.

Na sequência, selecionar o banco ou corretora que fará a administração do seu investimento.

Então, aplicar o dinheiro e acompanhar!

De um modo geral, bancos e corretoras oferecem os serviços de investimento sem taxas ou com taxas de administração bem vantajosas. Por meio de aplicativos no celular, é possível contratar e monitorar o investimento.

Custos e taxas dos investimentos de Renda Fixa

Os custos e taxas dos investimentos de renda fixa variam de acordo com:

  • o tipo de investimento;
  • a instituição em que você vai investir;
  • a corretora ou banco que administrará.

Por exemplo: é possível investir no Tesouro Direto por meio de bancos cadastrados no governo. Em muitos, basta ser correntista para a taxa de administração ser zero.

Por isso, quando você for investir, pontos para prestar atenção são justamente custos e vantagens que cada administradora cobra e oferece.

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