Como não falir uma empresa: o que significa quebrar um negócio?

13/08/2021
7 min de leitura
Equipe Dindim
13/08/2021
7 min de leitura

Descubra o que leva uma empresa à falência e o que fazer para evitar que o seu negócio quebre!

Em 2020, pedidos de falência de empresas aumentaram quase 13%, segundo pesquisa publicada na CNN. E as micro e pequenas empresas representaram cerca de 85% desse total de falências do ano.

Mas, é importante lembrar que com alguns cuidados e uma boa gestão financeira para empreendedores, você pode evitar que seu negócio chegue a esse ponto.

E como nós sabemos que um dos maiores medos de qualquer empreendedor é falir, preparamos um guia explicando dindim por dindim o que leva um negócio à falência e dicas práticas de como não falir uma empresa. Vamos lá?

O que é falência

A falência de uma empresa nada mais é do que o processo judicial que ocorre quando ela soma um valor de dívidas que não consegue pagar.

Em outras palavras, a falência acontece quando o empreendedor está sufocado de dívidas. As contas não param de chegar e o dono do negócio não tem dinheiro em caixa para pagá-las.

O que significa “quebrar” uma empresa

Provavelmente você já ouviu falar de empresas que “quebraram”. Essa expressão é popular no mundo dos negócios e é usada justamente para falar de uma empresa que precisou decretar falência.

O que leva uma empresa a falência

Uma pesquisa do IBGE mostrou que as pequenas empresas tiveram suas vendas mais atingidas na pandemia do que as médias e grandes.

Mas outros fatores entram nessa conta: má gestão das finanças, falta de planejamento e capital de giro também levam uma empresa à falência.

Falência na lei

Pela lei 11.101/2020, uma empresa pode entrar em Recuperação Judicial, Recuperação Extrajudicial e Falências.

Aqui vale lembrar que tanto a empresa devedora quanto os fornecedores que ela deve podem entrar na justiça para pedir a falência.

Por que algumas empresas fecham nos primeiros anos?

Segundo dados da pesquisa Panorama dos Pequenos Negócios 2018 do Sebrae, cerca de uma a cada 4 empresas registradas no CNPJ fecha antes de completar dois anos no mercado do Estado de São Paulo — ou seja, 23,7% não sobrevivem.

O Sebrae também tem um levantamento sobre o sucesso, o fracasso e as principais causas de “morte” das micro e pequenas empresas nos 5 primeiros anos depois da inauguração.

Com base nesse documento, é possível saber como evitar cair na mesma estatística, além de entender como construir um negócio que se mantenha rentável.

1. Planejamento prévio

Segundo levantamento do Sebrae, 46% dos donos dos negócios não conheciam muita coisa sobre os seus possíveis clientes, como, por exemplo, quantos eram eles ou quais hábitos tinham.

Além disso, 39% dos empresários não sabiam qual o era o capital de giro necessário para abrir o negócio.

A análise da concorrência também foi baixa, já que 38% não pesquisaram o total de concorrentes que o negócio teria. Esses são tópicos trabalhados na hora do planejamento, que deve ser traçado antes de abrir um negócio — e atualizado também durante a gestão.

Sem informações como essas, a empresa fica muito mais vulnerável a viver um cenário de dificuldade para se manter no futuro.

2. Gestão empresarial

Continuar melhorando produtos e serviços, conhecer as novas tecnologias do setor, inovar em processos e procedimentos, além de investir na capacitação profissional: essas são as principais características da gestão empresarial nos negócios que sobrevivem no mercado.

Segundo a pesquisa, outra questão que fez diferença para as empresas que não fecharam foi a experiência prévia do dono do negócio no ramo em que ele investiu. Por isso, é importante se capacitar antes mesmo de abrir a empresa.

3. Comportamento empreendedor

O terceiro motivo relacionado ao fechamento das empresas nos primeiros anos de vida está no comportamento empreendedor — ou a falta dele, no caso. “Se antecipar aos fatos, buscar intensamente informações e persistir nos objetivos são comportamentos que distinguem os empreendedores de sucesso”, diz o levantamento do Sebrae.

Outro fator importante é o plano de ações. Com ele, o empreendedor vai definir metas que deve atingir e planejar como fazer para chegar onde deseja!

Grandes empresas que faliram

Micro, pequenas e grandes empresas estão sujeitas à falência. 

Quer um exemplo de uma grande empresa que faliu? A Blockbuster, a maior marca de locadoras de vídeos e videogames do mundo nos anos 90 e 2000.

Com a má gestão das finanças e a falta de inovações, a Blockbuster viu seu reinado acabar, decretando falência em 2011. A crise da Blockbuster se agravou principalmente com a chegada de concorrentes de peso, como Netflix, Amazon e outros serviços de streamings.

E a Blockbuster não é a única, viu? Kodak, Xerox, Yahoo!, Atari… O mercado está cheio de empresas que quebram mesmo sendo muito fortes em suas áreas de atuação. 

O que fazer para não falir uma empresa

Nós sabemos que você quer ter um negócio de sucesso. Por isso, já anota as nossas dicas pra evitar que o seu negócio quebre:

  • Separe o orçamento pessoal do caixa de empresa;
  • Busque conselhos de especialistas (em redes sociais, sites, vídeos etc);
  • Preste atenção nos contratos que você precisa assinar com clientes ou fornecedores;
  • Faça um planejamento (mesmo que pequeno) pensando sempre nos possíveis problemas;
  • Veja o que seus concorrentes estão fazendo e oferecendo de serviço ou produtos;
  • Converse com os clientes e procure saber suas necessidades;
  • Analise a necessidade de adiantar os recebimentos para ter o caixa mais livre;
  • Corte despesas desnecessárias.

Quais são as consequências da falência

Aqui vamos falar em termos mais jurídicos, ok? Mas se você ficar com dúvidas, é só mandar nos comentários.

Em situações em que é decretada a falência de uma empresa, algumas das consequências são:

  • O CNPJ é considerado extinto;
  • O empresário considerado falido é obrigado a realizar funções empresariais até que sejam cumpridas suas obrigações judiciais;
  • A Justiça pode anular eventuais atos praticados pela empresa após a declaração de falência;
  • O empresário fica proibido de se ausentar do local onde o processo está rolando sem autorização judicial;
  • O empresário pode ser preso caso seja provado que ele cometeu algum crime dentro do processo. Em casos de falência, uma das penas previstas é a de fraude, que pode gerar de três a seis anos de prisão e multa.

Minha empresa faliu, e agora?

Ninguém discorda que aprender com os erros é uma ótima forma de adquirir experiência e se superar.

Mas nem sempre existe uma segunda chance para fazer melhor: há diversos casos em que negócios recém-abertos chegaram ao limite de precisar fechar as portas antes mesmo que seus donos conseguissem reverter a situação.

Por isso, é importante trabalhar com o mesmo empenho tanto para abrir uma empresa quanto para manter o seu funcionamento.

No vídeo abaixo, o canal Gerando Empreendedores fala sobre o que fazer se a empresa falir.

Como não falir uma empresa e ter um negócio de sucesso

O canal do Raphael Mattos fez um vídeo bem legal sobre como não falir uma empresa e ter um negócio próspero. Vale a pena assistir pra complementar a leitura!

Gostou das nossas dicas de como não falir uma empresa? Conta pra gente nos comentários!

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